Quarta-feira, Janeiro 10, 2007

O dia novo!


Até que enfim chegou o dia 9!
Aqui encerra-se uma etapa, um ciclo, que para falar a verdade nem sei quando começou.
Não vem ao caso... apenas sei que a hora chegou.
Acordei cedo e antes mesmo de olhar o relógio deparei-me com minha agenda nova de 2007.
Ganhei uma agenda!
Mas olha quantas páginas em branco para escrever!!!
Logo eu que ando não me encontrando mais no meio das benditas palavras que já aprendi nessa vida!
É fato que não falo muito. Esse dom eu assumo desde minha adolescência ter perdido. Mas de escrever eu sempre gostei... mensurar as palavras antes de fazer o devido uso, acho fundamental! Sou da teoria de que quem escuta aprende mais! E já comprovei que uma palavra mal empregada, que seja, pode jogar tudo por água abaixo.
Enfim, a tal agenda. O que fazer com tantas páginas em branco? Com tantos dias que ali deixarei registrados como prova de tempo perdido ou ganho. E logo lembrei-me de algo que li há 3 anos. Era mais ou menos assim: “... Sou escritora. Tenho a vida como um livro. Cada dia é uma página a ser escrita. O que eu menos quero é chegar ao fim da vida e, ao pegar meu livro, não ter uma estória para ler...”
Lembrei-me de imediato que hoje era dia 9. Confesso que um arrepio correu todo o meu corpo! Afinal, desde muito tempo eu tenho a certeza de que este seria o ano em que eu começaria a caminhar sobre minhas próprias pernas!
Respirei fundo e me escapou: Caramba! Ainda bem que a gente esquece das coisas! Se contasse dia após dia esperando pela chegada deste, levaria a eternidade! E veja só... quando menos espero, eis que já estou aqui!
Esses nove dias iniciais de 2007 havia reservado como as primeiras páginas de qualquer livro, caderno ou agenda. Folha em branco e alguns dados para serem eventualmente consultados (não posso explicar isso agora.).
Corri para o caderninho que deixo sempre à mão na mesa do computador e anotei tudo o que quero e preciso fazer ainda esta semana. Até então não tinha pressa alguma em resolver certas questões, pois andava dando importância demais a fatos passados que, a partir de agora, sairam de vez dos meus planos.
Confesso ter ficado imensamente feliz ao ver que vou ter um prazer enorme em conquistar cada um desses itens. E ainda não entendi o motivo de ter deixado de lado tudo isso, uma vez que absolutamente nenhum deles me é desagradável.
Ainda não sei a resposta, o fato é que Sábado passado foi o dia chave onde pude testar o que, de fato, eu quero e o que não quero daqui pra frente.
Sabia exatamente por onde começar:
Fui fazer uma nova carteira de identidade!

Segunda-feira, Dezembro 04, 2006

Eu não me importo!


Mesmo que eu tenha perdido algumas oportunidades eu não me importo!
Mesmo que eu tenha passado por dias terríveis este ano, também não me importo!
Pois só o fato de voltar todos os dias pra casa no meio daquele engarrafamento entediante e poder ligar o rádio bem quando toca aquela música que me faz lembrar de alguém especial, já muda tudo!
Eu descubro a cada dia que quem nasce para ser sol pode até perder espaço para as nuvens nos dias de chuva. Pode perder a força, o brilho e não mais aquecer como antes, mas jamais fica apagado por completo.
Eu descobri que minha fraqueza é minha maior força, porque é nela que eu sempre encontro esperança para ver o dia seguinte com outros olhos. Os olhos que as lágrimas lavaram e que agora estão prontos para enxergar com uma clareza imensamente maior!
E também descobri que sinto falta de um colo.
E como é bom saber que sempre tem alguém pronto pra me dar aquele colinho quente quando não sei mais o que pensar e, na verdade, nem quero, porque nessas horas eu quero mesmo é ouvir as palavras doces e raras que são poucas as pessoas que sabem dizer e que talvez só eu goste de escutar.
Não quero ser determinada e forte todos os dias.
Mas meu lado bobo eu também não me importo de assumir. Afinal, eu sou mesmo feliz!
Quem mais adora assistir filmes na companhia de ursinhos de pelúcia? Hehehehe... sim! Me diga para que, de fato, eles servem?
Eu gosto mesmo é de acordar cada dia de um jeito. Porque assim é inevitável a certeza de que estou cada vez mais viva.
Mas um vício terrível me faz dormir todos os dias da mesma forma: sorrindo e rindo, do que eu consegui fazer bem feito e do que “bem-feito” fizeram comigo! Afinal, nessas horas só me resta mesmo é rir!
Pois é.
E como se não me bastasse, ultimamente venho sonhando em ter super-poderes! Hahahaha... eu devo estar mesmo regredindo!
Sabe que outro dia quando dei por encerrado meu semestre letivo eu quis aproveitar a noite como não posso nos dias de trabalho. Sentei-me na varanda e acho que me deram de presente a vista maravilhosa da lua bem de frente para meu quarto. Linda, linda, linda! E quando com ela me distraí eis que passa por mim aquele suave odor memorável.
Não sei se alguém me entende, mas para mim, olfato é algo diretamente associado à memória. Voltei certamente uns 15 anos de minha bem-vivida vida diretamente para a humilde casa de madeira de minha falecida avó. Fui para a beira do rio que lá ainda deve existir. O cheiro de flor era indubitavelmente o mesmo.
Mas como nada é perfeito foi nesse instante que pensei: se fosse uma super-heroína eu queria mesmo é poder inspirar por uns bons 5 minutos que fossem. Confesso que me surgiu a revolta de ter que parar para expirar e ao inspirar de novo não conseguir sentir o cheiro bom com a mesma intensidade. Hahahha.. tá bom, caí na bobageira de insitir. Mas acho que no fim das contas sou uma boa farejadora, pois as tentativas me renderam mais uns longos instantes de memória muito agradável.
Será que eu ainda preciso de algo mais?

Segunda-feira, Novembro 06, 2006

A Coragem Que Não Tem


Il Coraggio Che Non Cè (tradução)

Existem dias em que a vida está cheia de porquês
A esperança está cansada de resolver as suas dúvidas
Perde-se a fé no amor, nas pessoas e pensa-se que
Seja impossível sofrer mais que você

E são dias nos quais se rende ao mundo em torno para
Não sentir o medo de uma coragem que não tem
E se sente assim só, de não poder mais
Sem força para lutar...

Espere uma saída, uma manhã que
Cure a ferida oculta dentro de você
Se procurar, achará a coragem que não tem

E quando erra não se importa, se reprovará
Existirá sempre uma porta, um obstáculo para nós
O que conta realmente é não renunciar jamais
Porque talvez esteja somente a um passo

Espere uma saída, uma manhã que
Leve uma outra vida para todos e também para você
Se acreditar, encontrará a coragem que não tem

Para todos aqueles que não têm mais
Para quem a perdeu e a está procurando
E para quem está mal como você estava
Mas que ainda espera até mesmo o que pode ser

Uma saída, uma manhã que...

Leve uma outra vida para todos e também para você
Uma estrada que não se perca na dor

Não deixe ir, procure dentro de você

Aquela saída, a manhã que
Você reencontrará dentro, aquela coragem que, portanto tem.

Terça-feira, Agosto 15, 2006

Estou vendendo!


Estou vendendo.
Vendendo uma vida de infância feliz.
Vendendo melodias de uma música que fiz.
Vendendo vida pra qualquer infeliz!

Vendo verbos desgraçados
De uma boca virgem de desavenças
E polida por gosto amargo.

Vendo mentiras absurdas
E descrenças prematuras.

Vendo saudades cortantes também.

Vendo parte de uma ladroagem.
Cuja culpa não conteve sempre e sempre minha lacrimação.

Vendo mediocridade
Falácias
Histórias do érebro que por vezes tangenciei.

Ah, sim...
Alguém aceita um coração?

Vendo pedras
Pedras baratas.
Sim, pois meu coração não mais considero valoroso diante do que se tem.

Vendo a mim.
Preço?
Alto
Pensas que sou quem?

Segunda-feira, Junho 12, 2006

Perdida


Perdi-me nos caminhos
de caminhos perdidos.
E por achar-me de volta
voltei-me ao passado
Do antes daquilo que já havia dito.

Agora não me perco mais.
Pois errar o caminho é
aceitar que ele é possibilidade
e possibilidade inexistente
é aquela que não considero mais.

Pois bem de que bem estou,
Não mais esqueço do resto
de tudo o que restou
De quem hoje mesmo
Penso que sou.

E para não mais voltar ao assunto
declaro esquecidoo início de tudo
e o passado futuro.

Terça-feira, Abril 04, 2006

Era-me!


Eis a nova era!
Era de mim
..éra assim!
Éééra!

Eis a era do que me torno,
do que provo, do que provoco,
do que busco em mim:
Era do não fim.

Quero o sabor da descoberta
com a indescência de não mais estar coberta
para o que de novo posso ver.
E ver.

Quero a sensibilidade
o toque,
a saudade,
sentir o que nos faz viver.

Sinto bem perto
Bempróximo
como quem não quer mais segurar
um jeito de ser assim

Mim, só meu
Só do jeito meu
do meu
e não do seu.

Um jeito que só eu posso conhecer
O meu próprio sabor de viver
e de me matar
e morrer de prazer.

Um jeito
assim
jeito
de viver.

Terça-feira, Fevereiro 21, 2006

Arquiteto como protagonista do mundo contemporâneo



Memória uma passagem de Franz Kafka:

"...o artista está postado na fila indiana da qual participam todos os homens. A única diferença é que ele foi motivado, por algum movimento do seu espírito, a se erguer sobre a ponta dos pés."

Terça-feira, Fevereiro 07, 2006

Depois da bonança... vem o que mesmo?




Quem teve aula hoje?
... E quem "matou" aula hoje?

Que primeiro dia letivo mais difícil, hein?!!! Vou te contar!!!

...Não deu nem pra ir pra faculdade!
Se o semestre continuar assim, não sei não!
Vamos ver quais frutos irei colher.

Segunda-feira, Dezembro 12, 2005

Dias de chuva, não de verão!


Até que me são de bom grado dias como esses.
Gosto mais de dias frios e menos dos quentes.
Prefiro os pingos de chuva aos raios mais intensos de um dia de sol.
Mas não porque me parecem dias mais depressivos.
Por isso nunca!
Parecem mais difíceis esses dias.
Não se pode fazer tudo de maneira tão fácil.
Fora de casa é preciso mais cautela.
Dentro, apenas um bom filme.
Perfeitos para umas férias, penso eu.
Porque tudo vira praia num país tropical?

Prefiro serras e montanhas.
Caminhadas e passeios.
Atividadedes ao descanso e à morosidade.
Gosto das ondas e do mar.
Gosto da areia; de sentar.
Gosto de cenário, de ver o movimento.
Pessoas a se divertir.
Eu me divirto com isso.
Me divirto ao observar a vida,
E mais ainda... as pessoas.
Mas não de estar nesse cenário.
Fazer o que se faz.

Não vejo graça em dias repetidos.
Não nas férias!
Não gosto da rotina de ir à praia, ou praias diferentes.
Tudo bem, o mar muda, o cenário também,
Mas as atividades permanecem constantes.
Prepar-se para tomar sol.
Ir e voltar para o mar.
Pular umas ondas.
Cuidado para não se afogar.
O sol queimou.
Agora vai arder.
Logo passa, já é hora de voltar.
Vai descascar e perder o bronze em alguns meses.
Mas vale a pena.

Não... vale a pena sim!
Mas não para voltarem com freqüência.
Não são a única opção.
Há tanto o que se conhecer.
Há sim, e muito de se aproveitar das belezas naturais,
Ainda mais de um país como esse.
Acho que é uma das poucas coisas positivas que cá encontramos.
Porém, há muito o que se conhecer nas cidades.
Muita cultura inexplorada.
Tantos lugares por nós desconhecidos.
Uma riqueza por muitos ignorada!
Não... não quero rotina de praia!

Quarta-feira, Novembro 30, 2005

Sem Palavras


Me foram roubadas.
Fugiram de mim de modo que nem posso reclamar.
Nem gritar, nem chamar.
As palavras sumiram.
Foram carregadas pelo cansaço.
... Prometo: Irei em busca delas!
... Mas: Por enquanto,
Só o silêncio denuncia minha paz.